quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

[Jogo] Gloom

Hoje vou apresentar para vocês Gloom! Um cardgame + storyteller bem pouco convencional, mas apaixonante! Foi um dos primeiros jogos modernos que eu comprei e valeu muito a pena. Nele o objetivo do jogador é deixar sua família o mais triste e miserável possível (sim!) até a morte. Pois é, parece meio mórbido (e é), porém é bem divertido.

A caixa da foto não é a original, o jogo é composto apenas pelo baralho e vem numa caixinha comum, mas depois que eu coloquei as sleeves no jogo o baralho não coube mais na caixa (triste história de quem coloca sleeves em tudo). Então eu fiz essa arte combinando com a ilustração do jogo em adesivo e usei uma caixinha de madeira pra guardar tudo. Ficou bem bonito <3



O jogo permite até quatro jogadores (utilizando apenas o base), sendo quatro famílias com cinco personagens para jogar - nas expansões vêm novas famílias -, cada uma já tem sua história inicial que está contada no manual. O pano de fundo é importante porque o jogo além de ser card game é também storyteller, ou seja, além de jogar as cartas para deixar os personagens tristes você vai ter que inventar um enredo para eles. E essa é a melhor parte!

Blackwater Watch: uma família bem tradicional, comandada pela matriarca, é composta também pelo faz-tudo super prestativo que mantém as coisas no lugar assassinando quem discorda da velha senhora. A querida Angel que tem tudo pra seguir os passos da vovó, o primo Mordecai que é a ovelha branca da família e provavelmente tem seus dias contados e o cão que sabe onde todos os ossos foram enterrados.

Dark's Den of Deformity: um freak show meio esquisito do jeito errado (?). Darius Dark é o grande chefe desse circo que tem atrações interessantíssimas como o homem barbado, o palhaço assustador, a mulher tatuada que tem o corpo coberto por tatuagens e morre de vergonha de mostrá-las, e a pequena e medíocre cantora de ópera.

Hemlock Hall: o lorde patriarca perdeu sua amada esposa no parto dos adoráveis gêmeos, que foram possuídos pelo demônio, mas pelo menos eles têm sua babá que os ensina os mistérios das artes das trevas. A irmã mais velha, Lola só quer saber de se divertir e o mordomo prefere se abster de tudo.

Castle Slogar: Professora Helena é digna das histórias do Dr. Frankenstein, para manter sua família viva e unida ela faria qualquer coisa, inclusive conservar o cérebro de seu marido numa caixa, trazer a filha de volta a vida, e fabricar um ursinho vivo para lhe fazer companhia. Tudo isso com a ajuda de seu fiel coveiro, claro.

A mecânica é simples, cada jogador será responsável por uma família e precisa deixá-la infeliz. Para isso usaremos as cartas com modificadores, o baralho todo é transparente, porque a ideia é ir sobrepondo as cartas e acumulando os efeitos que são vistos através delas. Cada carta traz uma situação - que será referência para história a ser contada - e os marcadores de ponto, que são as bolinhas. As vermelhas são marcadores negativos, ou seja, aqueles que são bons pra ti, os cinzas são os positivos, que devem ser jogados nas famílias dos colegas.

Os pontos só valem realmente quando o personagem está morto, e ele só poderá ser morto quando estiver com pontuação negativa. Então tu tens que tentar matar teu personagem com o máximo de pontos negativos possível e fazer com que os dos outros jogadores morram com - 5, -10 ou até 0, por exemplo.

As cartas são muito auto explicativas, é bem tranquilo ir aprendendo conforme se joga, pois algumas têm efeitos específicos que você terá que observar ao longo do jogo. Além dos modificadores, existem as mortes - o personagem ao lado da Melissa foi morto com -25 pontos, assado numa torta. E também os efeitos, são cartas que permitem ações diferenciadas durante o jogo como ressuscitar personagens, trocar cartas de morte entre outros.

Gloom é muito divertido de jogar, principalmente quando se tem um grupo muito criativo, as histórias acabam ficando muito, muito loucas, como um cérebro que contraiu sífilis após ter um relacionamento sórdido com um ursinho de pelúcia.

O único ponto negativo que eu consigo elencar é ser em inglês, acaba limitando bastante e nem sempre é possível ver mesa, mesmo que a gente tente traduzir acaba perdendo várias referências engraçadinhas do jogo. Recomendo muito!









segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

[Jogo] Boss Monster

Dando continuidade aos posts sobre jogos, vamos falar sobre Boss Monster hoje! Ele não é um boardgame, na verdade, e sim um card game - jogo composto por cartas, sem utilização de tabuleiro como base. O Boss Monster surgiu como um projeto no kickstarter - onde você apresenta sua proposta e os usuários podem ajudar a financiá-lo, para nossa alegria o projeto foi concluído com MUITO êxito <3

olha essa caixa baseada nos cartuchos de jogos antigos <3

Aqui cada jogador será um Boss (chefe) e o objetivo é não deixar que os heróis entrem na sua dungeon (calabouço), enquanto atrapalha a vida dos amiguinhos! Para matar os heróis você constrói as rooms que causam dano, cada uma será um nível diferente na sua dungeon. E sim, você será o grande vilão do jogo! <3

Por enquanto não há uma versão em português disponível, mas não tem muita dificuldade na escrita das cartas, então pode ser que no início, se você não manja muito de inglês, seja necessário procurar a tradução, porém com o tempo é fácil decorar o que cada carta faz.

esses são os chefes disponíveis

detalhe da carta de boss - e o level up
As cartas de sala - room deck - e boss têm na parte inferior os tesouros: saquinho de dinheiro (ladrões), livro de magia (magos), espada (guerreiros) e o ankh (clérigos). A quantidade de tesouros que as suas salas têm é o que vai definir quais e quantos heróis serão atraídos para sua dungeon. Quem tiver mais espadas, atrairá os guerreiros, por exemplo. É muito importante observar os tesouros colocados, pois pode ser que você atraia heróis que ainda não está apto a enfrentar! O número máximo de níveis que você pode ter na sua dungeon é cinco, ao construir sua quinta sala (lado a lado) você ativa a habilidade do boss (level up), cada um tem um poder único.


exemplo da mesa de jogo
Você pode construir as rooms por cima das existentes, inclusive as advanced room  podem ser construídas por cima de outra sala e desde que o tesouro seja o mesmo da que ficará por baixo. Algumas room têm sinergias muito boas, o que oferece várias opções de estratégias na hora de montar a dungeon. Para ajudar, também tem os spells, que podem ser usados na fase de construção ou de ação.

Os heróis atraídos entram na dungeon e não podem chegar até o Boss, o número dentro do coração preto na carta de room é o dano que ela causa, o coração vermelho na carta de herói é a vida que ele tem. Se o herói é morto nas rooms vira uma soul, se ele alcançar o boss vira um ferimento. Com 10 souls você vence o jogo, com 05 ferimentos está fora. Os heróis épicos - amarelos, valem dois ferimentos ou duas souls, e têm muito mais vida que os heróis normais.

Peach e Harry Potter lutando com Voldemort

Bilbo, Jon Snow e Altair
O jogo todo é uma grande - e bela! - referência à jogos antigos e RPG's clássicos. Toda a arte é em 8bit e as cartas têm ilustrações e personagens famosos da cultura pop (nas fotos acima, alguns), tem vários que eu não reconheço, mas tenho certeza que já vi antes também!

O jogo tem uma expansão que acrescenta novos personagens e também a categoria itens. Já vi na internet, mas ainda não comprei :(

Enfim, Boss Monster é um dos meus jogos favoritos! A mecânica de jogo é bem simples, as partidas duram em média 20-30min. e todas as cartas são lindas <3 Ah! As sleeves - plásticos nas cartas - não vêm no jogo, mas você pode comprar separado pra proteger suas cartinhas, principalmente quando se costuma comer durante as partidas. BOM JOGO!